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Câmara de Campo Grande instaura CPI do Tapa-Buraco e define integrantes; veja nomes

Secretário da Sisep foi ouvido na Câmara sobre a operação tapa-buracos na capital A Câmara Municipal de Campo Grande oficializou a instauração da ComissÃ...

Câmara de Campo Grande instaura CPI do Tapa-Buraco e define integrantes; veja nomes
Câmara de Campo Grande instaura CPI do Tapa-Buraco e define integrantes; veja nomes (Foto: Reprodução)

Secretário da Sisep foi ouvido na Câmara sobre a operação tapa-buracos na capital A Câmara Municipal de Campo Grande oficializou a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buraco e publicou a designação dos cinco vereadores que integram o colegiado. A informação foi confirmada pelo presidente da casa, o vereador Papy (PSDB), nesta sexta-feira (6). A comissão foi aberta para apurar suspeitas de irregularidades nos contratos e na execução dos serviços de recomposição asfáltica na capital. A primeira reunião do grupo está marcada para segunda-feira (9). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A distribuição dos postos entre as bancadas partidárias ficou definida da seguinte forma: Presidente: Luiza Ribeiro – Partido dos Trabalhadores (PT); Relator: Dr. Vitor Rocha – Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); Membros: Dr. Lívio – União Brasil (União), Beto Avelar – Progressistas (PP) e Leinha – Avante. A presidência da comissão ficou com Luiza Ribeiro (PT), parlamentar da bancada de oposição ao Executivo. Papy afirmou que a escolha assegura equilíbrio às apurações. "Ter alguém da base em uma CPI faz todo sentido porque você equilibra. Então ter o líder da prefeita como membro não vai inviabilizar os trabalhos ou a profundidade da investigação." Papy explicou que caberá à presidência da comissão propor o calendário de atuação, além da ordem dos trabalhos, que envolve decidir se o grupo começará pelas convocações de testemunhas ou pela requisição e análise de documentos, sempre em debate com os demais membros. O presidente também destacou que o relatório final poderá apontar responsabilidades e eventuais punições, mas terá como foco central as medidas futuras para o município. Luiza Ribeiro vai presidir comissão. Reprodução Prazos e canal de mensagens para moradores A comissão terá prazo regimental de 120 dias de duração, com possibilidade de prorrogação. No primeiro encontro, os vereadores vão definir o calendário de reuniões, a ordem de depoimentos e os pedidos de documentos. A Câmara vai reativar um canal de atendimento pelo aplicativo WhatsApp para o envio de registros da população. Por meio do número, moradores poderão encaminhar fotos, vídeos e informações sobre serviços de tapa-buraco não concluídos ou com descolamento de pavimento. O número não foi divulgado. Modelo de contratação e órgãos de controle Segundo o presidente da Câmara, as constatações finais da comissão serão enviadas ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) e ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS). A comissão pretende propor alterações nas licitações do município. "Nós precisamos reformular a forma da contratação. Então nós precisamos de um contrato muito maior, robusto, que seja de conservação da malha viária, onde dentro dele tenha também a possibilidade de tapa-buraco". Da investigação a criação da CPI O pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buraco começou a tramitar com a assinatura de 24 vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande no começo de outubro deste ano. A abertura da investigação parlamentar foi motivada pelo acúmulo de denúncias de falhas na execução das obras, falta de respostas da prefeitura e apurações em andamento no Poder Judiciário. O documento protocolado pelos vereadores cita como ponto central a diminuição dos valores destinados à infraestrutura viária municipal. Segundo as Leis Orçamentárias Anuais, o montante reservado para o projeto de Modernização e Requalificação das Vias Urbanas passou de R$ 132 milhões em 2025 para R$ 40 milhões em 2026. A diferença representa uma redução de quase 70% na destinação de recursos para o setor. A justificativa dos vereadores para a abertura da comissão inclui suspeitas de desvio de dinheiro público e irregularidades contratuais. O MPMS conduz 12 ações de improbidade administrativa e uma ação criminal sob segredo de Justiça sobre contratos de conservação de asfalto. As investigações do órgão apontam fraudes na medição dos serviços, com pagamentos por intervenções que não foram executadas ou que foram entregues de forma parcial. A apuração resultou na Operação "Buraco Sem Fim", que cumpriu mandados de prisão contra o coordenador dos serviços de tapa-buracos do município, Edvaldo Aquino, e outros investigados. O texto assinado pelos parlamentares questiona a baixa utilização da usina de pavimentação do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional e Fomento das Vias Urbanas. A estrutura tem capacidade para fabricar 120 toneladas por hora de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), tipo de massa asfáltica voltada à redução de custos operacionais. A Câmara Municipal também registrou dificuldades para obter dados da administração municipal. No primeiro semestre de 2026, os vereadores aprovaram um pedido formal de informações detalhadas sobre a execução das obras viárias, mas o prazo regimental terminou sem retorno do Poder Executivo. No mesmo período, dos 24,6 mil pedidos de providências encaminhados pelos parlamentares à prefeitura, quase 9 mil tratavam de reparos em buracos na capital. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: